Entrevista com o representante do RTF

Paloma Largo Flores

Madrid/ES

Descreva sua carreira até o momento.

Conclui meus estudos médicos na Universidade Complutense de Madrid, onde colaborei como aluno interno na Faculdade de Citologia e Histologia e obtive durante o primeiro ano a Bolsa de Excelência outorgada pela Comunidade de Madrid. No último ano de estudos comecei a ter grade interesse na Radiologia, levando a cabo meus revezamentos opcionais dentro deste serviço no Hospital Universitário Gregorio Marañón. 

Posteriormente, eu me preparei para o exame de MIR e obtive a posição como residente no Hospital Universitário La Princesa em Madrid, onde permaneci nos últimos quatro anos para obter formação como Médico Radiologista.  Durante este período fui eleita representante dos residentes da Sociedade Espanhola de Radiologia (SERAM) e desde e último mês de março faço parte do conselho RTF dentro da Sociedade Europeia de Radiologia.

No momento, estou me formando em Radiologia Intervencionista no Hospital onde realizei a residência dentro do programa Fellow, oferecido pela Sociedade Espanhola de Radiologia Vascular e Intervencionista (SERVEI).

Você é membro do Conselho do Subcomitê do Radiology Trainees Forum da ESR desde março de 2017. ¿Quais são seus projetos no Conselho do RTF?

Nos poucos meses em que estou no cargo, aprendi como a ESR é organizada, seus diferentes comitês e funções de cada um deles. Meu objetivo dentro do comitê é a promoção da Sociedade Europeia entre os radiologistas, a organização de eventos que se encontram especialmente dirigidos a residentes e radiologistas em seus primeiros anos de formação do Congresso Anual de Viena, bem como divulgar as oportunidades que a ESR oferece aos seus sócios mais jovens, como a bolsa "Invest in the Youth".  Outro objetivo a ser cumprido é obter maior participação dos diferentes delegados nacionais nos eventos realizados, ou a promoção do exame europeu de radiologia EDiR. 

Você participou várias vezes no ECR. Em sua opinião, em que o ECR se diferencia de um congresso de radiologia nacional? Por que os residentes de radiologia deveriam participar do ECR? 

Considero que o ECR, em comparação com nosso congresso nacional, tenha um grande repertório de temas e sessões especialmente dirigidas a residentes, uma vez que é uma grande oportunidade de se formar em diversos temas. Recomendo que todos os residentes participem, pois representa uma oportunidade de entrar em contato e conhecer outros radiologistas de diferentes nacionalidades, não apenas europeus, mas de todo o mundo.

Poderia nos contar algo sobre sua experiência com o Invest in the Youth? Que sessões você mais gostaria de ver?

A bolsa "Invest in the Youth" me deu a oportunidade nos anos que se passaram de participar do ECR e arcar com os custos de alojamento e inscrição. Do meu ponto de vista, foi uma grande ocasião que me permitiu participar do congresso e conhecer pessoas na mesma situação que a minha. Creio que estes tipos de bolsas e iniciativas sejam de grande ajuda para muitos residentes que desejam participar de congressos, apesar de apresentarem fundos econômicos limitados.

Quanto às sessões do próximo ano, sem dúvida assistirei a apresentada pelo Dr. Cáceres, as de interpretação de casos, as sessões organizadas pela RTF, bem como a realização dos casos do dia. Também quero me focar nas palestras realizadas sobre Radiologia Intervencionista, já que essa é a minha área de formação. 

Como você descreveria a situação dos residentes em radiologia no seu país?

Atualmente na Espanha, a Radiologia é uma das especialidades com maior auge dentro da Medicina, já que o desenvolvimento de novas tecnologias e avanço das existentes a tornam uma especialidade que acaba sendo mais interessante aos estudantes e futuros residentes na hora de fazer a opção. Considero que os residentes em meu país adquirem uma formação excelente nos diferentes aspectos da residência, além de possuirmos a nossa disposição várias plataformas digitais que nos ajudam em nossa formação, promovidas pelas diferentes Sociedades Radiológicas (SERAM, ESR...) nacionais e europeias. 

Se houvesse algo que pudesse mudar em relação à situação atual dos residentes de seu país, o que você mudaria? 

Creio que seja necessário um maior controle sobre o plano docente nacional da residência, que, embora exista, considero que deveríamos nos ajustar a ele de maneira mais homogênea nos hospitais em nível nacional e assim conseguir garantir nossa formação adequada como residentes, independentemente de sua opção hospitalar.